sexta-feira, 18 de maio de 2018

Resenha de UM parágrafo sobre "DEADPOOL 2"!


Maior, mais violento e com mais piadas e quebras da quarta parede: Deadpool 2 é tudo o que uma sequência deveria ser. A mão do diretor David Leitch é sentida através da melhoria das cenas de ação em relação a seu antecessor, mas também por seu fetiche por neons e uma paleta de cores mais fria. Apesar de vez ou outra se aproximar demais do visto no anterior (e em muitas delas fazer uma autozoação acerca do roteiro), o filme ganha ares de frescor com as adições de Cable e Domino. O humor peculiar ao personagem se alia a tudo o que os quadrinhos dos anos 1990 tinham para oferecer de pior e criam uma grande sátira dos personagens criados por Rob Liefeld, ao mesmo tempo que o longa consegue entreter a qualquer espectador e mais uma vez provém nas figuras de Deadpool e Ryan Reynolds uma alternativa para quem está cansado dos filmes de herói tradicionais.

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segunda-feira, 7 de maio de 2018

BALANÇO MUSICAL - Abril de 2018


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre no primeiro dia útil de cada mês, o que pode ou não coincidir com o dia 1º (hoje excepcionalmente na primeira segunda-feira do mês).

Abril foi bom, talvez a melhor parte de 2018 até o momento. Os últimos 30 dias se passaram num estalar de dedos (ops), e mesmo não tendo sido isento de problemas, acabou por ser um dos períodos mais divertidos do ano até agora, oferecendo um necessário respiro e momentos relaxantes. Acabou por ser também o mês em que foram lançados dois ótimos filmes, cada qual por suas qualidades: Um Lugar Silencioso e Vingadores: Guerra Infinita. A maior influência musical, porém, acabou ficando por conta do longa lançado ao final de março, Jogador Nº 1, cuja excelente trilha sonora, assim como a playlist feita pelo autor e roteirista Ernest Cline, acabaram me prendendo e marcando grande presença em minhas audições diárias.

Música, aliás, foi algo que não faltou durante o último mês. Se março quase conseguiu superar meu recorde pessoal marcado no last.fm, abril conseguiu ultrapassá-lo, e por uma boa margem. Foram 1.305 reproduções, contando com 329 artistas, 469 álbuns e 1.091 faixas diferentes. Números tão grandes e de tamanha qualidade que fica até difícil selecionar qualquer coisa como "principal" dentre este tempo, tanto é que a maior parte do conferido nem sequer entrou na playlist.

Mesmo assim, alguns nomes marcaram abril mais do que outros, ainda que dentro de tamanha diversidade musical, e eles fazem parte dos Destaques do Mês, que podem ser conferidos abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:

- David Bowie: o artista mais ouvido do mês graças a seus brilhantes álbuns Aladdin Sane e Low, além de uma playlist do Spotify que conta com escolhas bem variadas da prolífica carreira de um dos maiores nomes da música nos últimos 50 anos.

- Simple Minds: um dia inteiro de abril foi dedicado exclusivamente à audição de toda a discografia deste grupo que marcou a década de 1980 até o clássico Once Upon a Time. Uma ótima experiência para conferir sua evolução até alcançar o auge nos discos New Gold Dream, Sparkle in the Rain e o já citado álbum de 1985.

ÁLBUNS DO MÊS:

- Iron Maiden - Seventh Son of a Seventh Son: literalmente do mês, este lendário registro, um dos meus favoritos dos britânicos, chegou ao seu 30º aniversário no dia 11 do último mês e não poderia ter sido esquecido.

- Ramones - Rocket to Russia: uma audição rápida, fácil e com o melhor que o Punk Rock tem a oferecer às vezes é tudo que se precisa ao fim de um longo dia.

- New Order - Low-Life: amo este álbum, é um dos melhores que já ouvi na vida e acho que jamais me cansarei dele. Se você acha que gosta de músicas dos anos 1980 mais ainda não ouviu Low-Life, você está fazendo errado.

FAIXAS DO MÊS:

- Girlschool feat. Motörhead - Please Don't Touch: Rock N' Roll simples, sujo e rápido, do jeito que Lemmy Kilmister mais gostava. A faixa do grupo feminino em colaboração com as lendas britânicas é extremamente viciante.

- Avicii - You Make Me: uma singela homenagem ao DJ sueco, falecido no último dia 20, com uma das músicas que mais gosto de seu disco de estreia.

- Mark the Hammer - Superman Theme (Metal): outra homenagem, desta vez ao Maior Super-Herói de Todos pelos 80 anos de sua criação, com uma ótima versão do clássico tema composto por John Williams.

- Midnight Oil - Beds Are Burning; Wham! - Wake Me Up Before You Go-Go; The Alan Parsons Project - Mammagamma; Bee Gees - Stayin' Alive; The Temptations - Just My Imagination (Running Away With Me): todas estas são faixas relacionadas a Jogador Nº 1, com as três primeiras pertencendo à seleção feita pelo autor Ernest Cline e as duas últimas fazendo parte da trilha sonora da adaptação cinematográfica.

Confira abaixo a playlist de abril de 2018:

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Resenha de UM parágrafo sobre "VINGADORES: GUERRA INFINITA"!


Após dez anos do início de sua jornada, a Marvel Studios entrega seu 19º filme que, ao mesmo tempo, é a culminação de suas maiores aspirações desde a inserção de Nick Fury na cena pós-créditos de Homem de Ferro ou a aparição de Thanos em Os Vingadores, vilão que rouba por completo o longa para si através de seu enredo trágico e dramático. Vingadores: Guerra Infinita é o deleite dos espectadores por sua reunião de personagens (e algumas aparições inesperadas), seu equilíbrio entre o humor e a catástrofe em meio a muita ação, sua trama amarrada e seu desfecho de deixar qualquer um na ponta da poltrona do cinema. Fazendo jus às grandes sagas cósmicas da editora nos quadrinhos, é uma verdadeira aula de como se adaptar super-heróis para as telas, muito graças ao inteligente planejamento do estúdio, e mostra por que a Marvel merece a soberania que conquistou no ramo cinematográfico.

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

[RESENHA] "Um Lugar Silencioso" (2018)


O cinema se tornou algo barulhento. Os grandes blockbusters são feitos de tiros, explosões, motor de veículos roncando e tudo mais o que as equipes de efeitos e mixagem de som forem capazes de criar ou capturar com precisão. O público paga cada vez mais caro por salas com o melhor equipamento sonoro disponível, para desfrutar de sua experiência com o mais alto grau de precisão. O que um dia já foi uma arte sequencial quieta, cujas falas eram mostradas em quadros estáticos e escritos após as cenas e as únicas marcações audíveis eram das músicas que compunham as trilhas, hoje é dominado por diálogos, discursos, gritos, ruídos, estrondos e composições que variam entre contidas e escandalosas. Não que tenhamos que voltar a fazer longas à moda antiga, pelo contrário: esta foi uma das alterações que mais favoreceu o meio, e temos que fazer o melhor uso possível dela. Mas é inegável que, em comparação ao passado, este é um dos pontos que mais mudou.

Um Lugar Silencioso (A Quiet Place no original) vai na contramão disso tudo e mostra que não é preciso exagerar nos efeitos audíveis para se colocar uma produção nas telas atualmente. Não que ele seja um filme mudo em pleno 2018, mas a ausência sonora calculada como principal mote da história transforma uma sala de cinema em um local quieto e, aproveitando-se da potência das caixas de som atuais, faz com que cada sussurro vire uma fala inteligível, cada corriqueiro barulho se torne um estampido e cada estouro seja como o bradar dos deuses do Olimpo.

A trama retrata a família Abbott tentando sobreviver em um mundo que foi devastado por monstros implacáveis e resistentes que são atraídos pelo som, e o segredo para manter-se vivo, como não poderia deixar de ser, é não fazer barulho. A atmosfera de tensão criada pelo diretor John Krasinski (conhecido por seu papel como Jim Halpert na versão estadunidense da série The Office) denuncia a urgência da situação vivida por aquelas pessoas de não poderem emitir um ruído sequer, algo impensável para os padrões de vida atuais, ao ponto de envolver o espectador na jornada do grupo e mantê-lo o mais quieto possível. E ele o faz por mais de 90 minutos.

A ausência sonora também permite a Krasinski brincar e experimentar com recursos visuais menos convencionais. Quando, por exemplo, as cenas são abordadas do ponto de vista da filha mais velha dos Abbott, que é surda, o som some por completo e o enfoque vai todo para a experiência sensorial do que é visível para a garota, uma experiência ao mesmo tempo sensível e agonizante. Também entra na equação da criatividade o uso da linguagem de sinais pela família para se comunicar, uma forma efetiva e silenciosa que é justificada pela condição especial auditiva da citada garota.

Em um mundo tão quieto, cada gesto físico é crucial para transmitir um sentimento ou pensamento, e é nesse ponto que o elenco mais se destaca. A atriz Emily Blunt, principal foco de Um Lugar Silencioso, deixa transparecer todo seu talento em uma atuação de muitas expressões, olhares e poucas palavras, fazendo com que a situação vivida por ela e sua família até pareça normal para a audiência (afinal, aquilo virou o normal para o grupo). O mesmo pode ser dito sobre os demais atores, John Krasinski (sim, ele também atua em seu filme) e os mirins Millicent Simmonds e Noah Jupe, que representam de forma natural a normalidade de suas vidas cotidianas em contraste com a intensidade e o absurdo do mundo que os cerca.

Fora a intensidade e a criatividade empregadas na confecção do longa, seu principal trunfo está na história que conta. Concebido como um terror por Bryan Woods e Scott Beck, o roteiro escrito por John Krasinski em parceria com a dupla deixa um pouco de lado os elementos do gênero em prol do suspense, do senso de urgência e do drama familiar. Em meio a sustos e desespero, há uma uma definida trama sobre perda, amor e a responsabilidade dos pais para com seus filhos, temas estes transmitidos com sensibilidade em especial por Krasinski e Emily Blunt, talvez por serem casados na vida real e conhecerem as preocupações na constituição de uma família, talvez pelo profissionalismo e qualidade de ambos os atores.

Dizem que as melhores obras de horror são aquelas que mais revelam sobre a natureza humana. Se isso é de fato verdade, Um Lugar Silencioso ganhou seu lugar nesse seleto rol. A abordagem de uma história sobre família em meio ao um mundo devastado, aliado ao clima tenso e a inventividade na ausência de recursos sonoros fazem do longa uma experiência como poucas no cinema e mais uma forte adição ao movimento de novo fôlego ao gênero de terror nas telas. Só não esqueça de respirar enquanto assiste ao filme, mas faça-o silenciosamente.

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quinta-feira, 12 de abril de 2018

[RESENHA] "Jogador Nº 1" (2018)


Não é de hoje que a cultura pop tem se pautado pela nostalgia. Há alguns anos que a indústria do entretenimento tem resgatado algumas de suas principais propriedades de sucesso em um passado não muito longínquo e as reformulando ou repaginando para apresentar a um novo público. O retorno de sucesso de franquias como Star Wars ou Jurassic Park/World não me deixa mentir. O movimento é atrelado principalmente às décadas de 1970 e 1980, vistas por muitos como o auge da produção cultural da sociedade (a veracidade ou não dessa crença é assunto para outro texto), de onde são tiradas estéticas, músicas e até mesmo referências a obras consagradas do período. Isso tudo fica escancarado se olharmos para filmes como Thor: Ragnarok, os dois Guardiões da Galáxia ou para a série fenômeno da Netflix Stranger Things, apenas para citar alguns exemplos. Goste ou não, há uma espécie de retroalimentação, quase uma autofagia, conduzindo o cinema e a televisão, e embora isso pareça legal e divertido em primeiro momento, pode vir a ser muito prejudicial em um futuro próximo, minando a criatividade e realizando produções que acham possível se sustentar por aquilo que é raso, superficial e que deveria ser das menores preocupações do público.

Culminando disso tudo, temos Jogador Nº 1. O best-seller do autor Ernest Cline foi escrito antes de tudo isso se iniciar, com lançamento em 2011. Nele, o escritor colocou tudo o que cresceu amando, referenciando a filmes, séries, games, quadrinhos, livros e música (especialmente Rush, com um trecho inteiro dedicado à faixa 2112). Cline nasceu em 1972, tendo vivido sua infância durante os anos 1970 e a juventude durante a década 1980, ou seja, a maior parte das referências que aparecem na obra são destes períodos. Talvez estejamos diante do marco zero de todo esse movimento nostálgico que afetou a cultura pop atual (mas, novamente, isso é assuntou para outra postagem). O fato é que, devido ao potencial do material dentro de toda essa onda, o livro ganhou uma adaptação para o cinema, que chegou às salas de exibição brasileiras no último 29 de março e com lançamento mundial no dia seguinte.

A transposição entre mídias neste caso era um movimento arriscado, pois a chance do conteúdo se perder em um emaranhado de referências visuais era enorme. O homem certo encabeçou o projeto, no entanto: Steven Spielberg, auxiliado pelo roteiro de Zak Penn e do próprio Ernest Cline, soube equilibrar a balança e ir além do superficial, entregando um filme que, mais que uma homenagem aos clássicos da década de 1980, é uma aventura pura, que entretém, tem coração e faz jus aos grandes longas da época, encontrando espaço até mesmo para pontuar uma ou outra crítica, seja à desigualdade social ou à ultradependência tecnológica.

A trama se passa no ano de 2045 e apresenta o planeta em um triste cenário de crescimento demográfico descontrolado, no qual as pessoas desistiram de resolver os problemas e, para escaparem da realidade, conectam-se à OASIS, uma enorme simulação que mistura a ficção e a fantasia com a percepção humana através do uso de equipamentos de realidade virtual, cujo criador James Halliday (Mark Rylance) veio a falecer deixando um último desafio aos usuários: aquele que encontrasse primeiro três chaves escondidas naquele mundo herdaria sua criação, sua empresa e sua fortuna. É nesse cenário que encontramos Wade Watts (Tye Sheridan), jovem que vive na cidade de Columbus, Ohio (uma das de maior população naquele momento), junto de sua tia no que parece uma versão mais avançada das favelas que conhecemos. Dentro da OASIS, ele é conhecido como Parzival e é um dos principais caçadores dos itens deixados por Halliday. Sua busca logo cruza os caminhos de outros jogadores, como Aech (Lena Waithe), Art3mis (Olivia Cooke), Daito (Win Morisaki) e Sho (Phillip Zhao), ao mesmo tempo que tem que lidar com os contratados da IOI e o CEO da empresa, Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn), todos com o mesmo objetivo.

A aventura vivida por Wade e seus aliados segue a estrutura básica da jornada do herói, muito embora a grande conquista do grupo, no fim, esteja na relação desenvolvida por eles, seja dentro ou fora da OASIS. As situações que o grupo vivencia, seja na resolução dos desafios para encontrar as três chaves ou nos riscos que enfrentam no mundo real, acaba por uni-los e estabelecer laços duradouros, algo que fica claro durante os acontecimentos do desfecho. Muito disso chega a ser palpável através da química existente entre o quinteto, ainda que só os vejamos em suas versões virtuais na maior parte do tempo. O vilão vivido por Mendelsohn, ainda que dentro do cliché do "corporativista malvado", também convence e faz a história girar, mais uma vez dando oportunidade ao ator de demonstrar seu talento na tela.

Grande parte do apelo de Jogador Nº 1 reside, porém, no apelo visual. A projeção do mundo para 2045 é plausível dentro do universo do longa, com os avanços tecnológicos sofrendo uma estagnação após o advento da OASIS, não diferindo muito do que já temos acesso hoje. As "pilhas", um amontoado de trailers e contêineres empilhados que muito se assemelham às favelas brasileiras, também são uma realidade possível em um cenário de descontrolado crescimento populacional e aumento da disparidade de renda. Mas o grande destaque é, como não poderia deixar de ser, na OASIS. As cenas dentro da simulação são todas feitas através de computação gráfica, e todos os personagens foram criados através de um intenso processo de captura de movimentos, garantindo assim uma expressividade autêntica a eles. O desenvolvimento de todo esse universo próprio através de efeitos especiais também permite a Spielberg a ousar nas cenas de ação, que são dignas dos games de maior sucesso. E claro, por ser um mundo virtual, a customização dentro da OASIS abre a porta para um infinitude de referências, de um jeito que algumas vezes beira o impossível identificar todas. As que servem algum propósito à história, no entanto, provavelmente foram escolhidas a dedo e são o deleite do espectador.

A parte sonora do filme também colabora para a imersão na experiência, e o uso dos efeitos originais de muitas das propriedades que ali aparecem dão o ar de autenticidade necessário ao vivido dentro daquele imenso jogo digital. A trilha sonora, como esperado, é muito calcada em sucessos das décadas de 1970 e 1980, com direito a artistas como Van Halen, Joan Jett, Bee Gees, Tears For Fears, Blondie, Prince, Hall & Oates etc. As composições originais, por sua vez, ficaram ao encargo de Alan Silvestri, que traz a carga certa de aventura oitentista ao longa e ainda se permite usar trechos de outros famosos trabalhos de sua autoria, como é o caso do tema da trilogia De Volta Para o Futuro.

Jogador Nº 1 colocou Steven Spielberg novamente em contato com suas raízes e fazendo aquilo que sabe de melhor: uma aventura clássica, assim como várias daquelas que dirigiu ou produziu no auge de sua carreira durante os anos 1980. A repaginação da fórmula de sucesso acaba por agradar tanto a nova geração quanto os mais nostálgicos, sendo um produto que não tem medo ou vergonha de entreter do início ao fim. O festival de referências certamente colaboram para prender a atenção de uma determinada parcela mais saudosista do público, mas o longa não se resume a isso e entrega uma diversão honesta e até mais inteligente que o esperado. Entretanto, talvez seja a hora de Hollywood parar e pensar no caminho que suas produções estão tomando. Talvez dessem encontrar um novo rumo e deixar essa onda oitentista e de alusões ao passado de lado. Até porque, depois desse filme, é bem capaz que todas as combinações possíveis já tenham sido feitas.

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